O dia que me “curei” da síndrome do feed do Instagram organizado!

outubro 12, 2017
by: Drama Queen
Semana passada parei para analisar meu Instagram e reparei que as publicações estavam ficando menos frequentes e como eu estava obcecada com essa coisa de combinar as fotos. Feed organizado que chama, né? As postagens estavam menos frequentes, porque eu necessitava de fotos que se encaixavam com a outra e não deixasse o feed feio. Aaa e quer saber? Cansei de tudo isso!
Lembro que logo quando criei o instagram tinha umas fotos bem zoadas e várias selfies e não me importava com nada. Depois veio a vontade de ganhar seguidores e o desespero para ter um feed mais apresentável. Continuava só com selfies, mas na minha cabeça tava tudo lindo.
Um tempinho depois fiquei com vontade de mostrar minhas fotografias, mas tinha vergonha e quando comecei a me dedicar a postar minhas fotos, comecei a ganhar seguidores novos e que gostavam das minhas fotos. Me dediquei a postar, porque sabia que gostavam e nada me deixava mais feliz que quando algo que eu estava fazendo tinha resultados. Não organizava, apenas postava as fotos que queria e tudo estava ótimo.
Um belo dia surgiu a coisa de organizar o feed. Inúmeros posts ensinando e lá vai. Eu quis entrar na “onda” e comecei a montar um padrão. Não lembro bem quando essa coisa toda começou, quando vi estava sendo bombardeada com posts ensinando a organizar o feed, indicando aplicativos de organização e edição. Menina, os feeds estavam todos ficando com a mesma cara e eu queria também! Inclusive eu fiz até um post “dicas para organizar o feed” e olha que meu feed não era nada organizado.

De um tempo para cá comecei a ficar insatisfeita, as coisas fugiram do meu controle e eu me privei de postar várias fotos porque elas não se “encaixavam no padrão” que eu mesma criei. Isso influenciou até nas minhas fotografias, eu tirava as fotos pensando no feed e as minhas favoritas nunca iam para lá, porque não se “encaixavam”. Postar fotos minhas sem intercalar com fotos de paisagens ou objetos? NEVER! Não estava me sentindo feliz com meu próprio Instagram e vi que tava na hora de mudar.
Se não está me satisfazendo não vejo problemas em mudar. Vou começar aos poucos e voltar ao que era antes. Sem padrões, sem pressões, postar porque achei a foto bonita, porque ela merece estar lá e não porque combina com a foto anterior e com a que vou postar na sequência. Que fique uma bagunça comparado a vários outros feeds, mas é essa bagunça que mostra quem eu sou e não tem melhor, né?
Sempre vejo alguns @’s reclamando que não aguentam mais ver fotos de outros @’s e que essa coisa de organizar feed é coisa fútil. Menina, a mão de responder chega treme, mas isso é assunto para outro post. Hoje era só um desabafo! Eu acho bonito ter um feed arrumadinho, combinadinho, não vejo problemas em quem faz isso, admiro quem consegue seguir sem se perder, mas não é para mim! Sou desorganizada demais e ansiosa demais para guardar foto para postar depois, gosto de compartilhar logo. Mas a reflexão que eu quero deixar é: Não se limite para se encaixar nos padrões!

Adoro seguir feed com organização impecável e feeds “sem padrões” também, deixa o teu aí para eu ver e quem quiser me seguir lá é @janeisesantos! Xoxo <3
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Transição capilar: Identidade, aceitação e empoderamento.

setembro 21, 2017
Pelas lentes de @dalila_brito
Em várias partes do mundo, o estilo de cabelo afro sofre com a não aceitação. Durante muito tempo e até os dias atuais, os fios crespos e cacheados são enquadrados em estereótipos preconceituosos e racistas, que os caracterizam como “ruins”. Para se encaixar no modelo valorizado muitas pessoas submetem seus cabelos a procedimentos químicos, alisamentos com chapinha ou escova.
Na contramão desse processo, a transição capilar tem sido um resgate de identidade e empoderamento de quem começou a alisar o cabelo desde criança. Esse processo inclui a quebra dos padrões impostos pela sociedade e é muito mais que estética, representa aceitação, um resgate da identidade e o aumento da autoestima dessas pessoas.
Eu cresci sendo “educada” que cabelo crespo/cacheado era quase uma “anomalia”, não era legal, não era bonito. Ainda criança passei pelo processo de alisamento e depois de muitos anos passei pela chamada “transição capilar” sem saber que estava passando por isso. Contei um pouco no post: Meu cabelo, minha identidade!
Conversei com algumas meninas que também passaram pelo processo e decidi compartilhar com vocês.
Shagaly Ferreira (foto: @janeisesantos)

Shagaly Ferreira começou o processo de alisamento aos 12 anos: “Eu era uma criança e queria apenas poder deixar os cabelos soltos, mas havia uma discriminação enorme com meu tipo de fio. A única maneira de deixá - lo solto e evitar o preconceito das pessoas era alisando os cabelos”, relata Shagaly, que já concluiu o processo de transição.

A aceitação dos cabelos cacheados e crespos é um tema que vem sendo bastante discutido e está obtendo resultados positivos. Um deles é a transição capilar. Nesse processo, a pessoa decide parar com os procedimentos químicos e opta por assumir seu cabelo natural, que geralmente é um cabelo crespo e/ou cacheado. O período de transição varia, podendo demorar meses ou anos. Algumas mulheres recorrem ao BC (big chop ou grande corte) e cortam toda parte alisada de uma vez, mas também é possível  cortar aos poucos.
Jamile Alves (via Instagram)

“Eu quis cortar o mal pela raiz, cortei de vez para me sentir  livre daquelas duas texturas de cabelo o mais rápido possível, mas minha amiga que me incentivou na transição cortou aos poucos. A transição é um momento muito marcante para quem passa, é um momento de redescoberta e isso é individual e intransferível”, conta Jamile Alves, leitora do blog, que iniciou sua transição capilar há 2 anos. Ela diz que começou alisar o cabelo aos 8 anos e que viu no alisamento uma forma de se livrar dos penteados que a mãe fazia.
Vanessa dos Santos (via Facebook)

Vanessa dos Santos, leitora e colaboradora do blog, conta que já sofreu preconceito de outras meninas que também tem o cabelo cacheado/crespo, mas não aceitava o seu tipo de cabelo: “Dentro dos crespos, cacheados, também tem o "padrãozinho" de cabelo, o que é contraditório já que o movimento de aceitação veio para que o padrão o qual estava dado não mais nos acorrentasse. No entanto, dentro do meu convívio a um tipo de cabelo que é mais aceito que outro.
Já ouvi várias vezes que eu teria que fazer um tratamento para soltar os cachos, para diminuí o volume”.

Eu também já passei e ainda passo por isso. Sempre vem alguém desnecessário comentar sobre o meu cabelo ter mais de um tipo de cacho ou quando faço fitagem sempre ouço um: Teu cabelo fica mais bonito definido. Usa assim sempre! Hello, o cabelo é de quem mesmo? Parem, apenas parem!
Adailane Souza (foto: @janeisesantos)

Adailane Souza assumiu o cabelo natural há 3 meses, após a retirada das tranças sintéticas. Ela conta que buscou inspiração em grupos nas redes sociais e percebeu que o cabelo não precisava ser liso para ser bonito. “O primeiro passo é se aceitar, aceitar sua identidade. Depois ter paciência, pois o processo não é fácil. Você tem que se olhar no espelho e se achar linda e a partir daí você vai se reconhecer e aprender a amar seu cabelo”, essa é a dica que ela dá para quem pensar em iniciar a transição, mas ainda está insegura.

Hoje em dia, em todos os lugares é possível encontrar mulheres e homens que estão passando ou já concluíram a transição capilar. E é lindo de ver! Assumir o cabelo natural não é só questão de estética, é também um símbolo de luta, de resistência. Crescemos dentro de um padrão social que nos ensina a odiar nossos traços e assumir nossas raízes tem um significado enorme, o resgate da identidade! Cabelo crespo/cacheado é amô. Não esqueçam disso!

Obrigada as meninas que me ajudaram a montar esse post e obrigada quem leu até aqui. Gratidão!

Xoxo,  Janeise! ❤
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Últimos filmes que assisti! #1

setembro 12, 2017

Depois de ficar tempos dentro do mundo das séries, ignorando todos os filmes possíveis para atualizar as séries atrasadas, aqui estou. Finalmente parei para assistir alguns filmes. Não consegui atualizar todas as séries, mas tive a consciência de que precisava assistir uns filmes novos e fui garimpar na Netflix.
Os filmes escolhidos entraram na netflix a pouco tempo, então não demorei muito para escolher. Sou bem chatinha na hora de escolher o que assistir e tenho a sensação de que estou sempre assistindo as mesmas coisas, então estou tentando variar. Vou aproveitar essas férias para tirar o atraso de várias coisas e dar uma variada nos filmes e séries. Porque ninguém quer ficar na mesmice sempre, né?
Recentemente assisti Lúcifer e o post tá quase saindo e vou começar atypical então só adiantei os post sobre os últimos filmes assistidos, porque sempre esqueço de escrever sobre.

#1 O Mínimo Para Viver



Sinopse: Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.”


A Netflix nos últimos tempos tem investido em abordar temas polêmicos em suas produções originais. Temos como exemplo a série 13 reasons why, o filme Okja e recentemente lançou O Mínimo Para Viver, que tem como tema central a anorexia.
O filme é bem direto, não perde tempo explicando sobre os padrões de belezas, não tem uma introdução sobre a doença, mostrando quando a personagem começou a desenvolver esses problemas. Já mostra a doença agindo. Foi impossível assistir e não ficar incomodada com algumas cenas. Cheguei até a chorar algumas vezes, mas não darei spoilers.


#2 Amor.com





Sinopse:Katrina é uma famosa blogueira de moda que dita tendências no mercado brasileiro através de seus populares vídeos na internet. Fernando, por sua vez, é um vlogueiro de um canal de videogames que ainda não é muito famoso, mas que já está fazendo certo sucesso. Quando os dois se conhecem, em uma situação complicada, acabam se apaixonando e o romance dos dois ganha destaque na internet.”

Esse entrou para a lista de filmes que estavam dando sopa e eu pensei “que mal tem, né?” e fui assistir. O filme segue a fórmula de comédia romântica, com vários clichês, bem sessão da tarde mesmo. Tem alguns exageros, mas eu dei umas boas risadas e acabei gostando. É um filme brasileiro, estrelado por Isis Valverde, Gil Coelho e ainda conta com a participação de várias celebridades da internet. Se você tá afim de rir, recomendo.


#3 #realityhigh





Sinopse: A adolescente nerd Dani Barnes tem um crush de longa data. Quando ela achava que era hora de desistir, eis que o carinha começa a se interessar por Dani. Mas em seu caminho surge um grande obstáculo, a ex-dele, que é uma celebridade das redes sociais.”


Mais um original Netflix para minha lista. Acabou de entrar no catálogo e é um romance voltado para o público mais adolescente bem naquele estilo de high school americano, com aquelas competições de popularidades. É um filme bem óbvio? É sim, mas gostei de ter assistido. Inclusive, tenho um crush no Keith Powers, ator que faz o Cameron, o paquera da protagonista.
Um crush desses, bicho! Contemplem <3



Uns clichês da vida, mas fazer o quê, né? Já assistiram algum desses? Me contem! E se quiser indicar algum, tô aqui.
Dicas são sempre bem vindas! Xoxo <3

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Playlist | Esquenta Rock in Rio

setembro 10, 2017
Foto: Reprodução/Unsplash
Olar, caros abigos! Acabou a pausa pós BEDA e minhas férias estão se aproximando, já posso sentir o cheirinho delas. Tem como não ficar feliz? E hoje é dia de playlist temática por aqui.
A playlist desse mês vem em clima de Rock in Rio, que começa já no próximo final de semana. Antes de tudo, queria deixar aqui as minhas lamentações por não ir ver meu Maroon 5, Shawn Mendes, Lady Gaga, matar saudade do tempo que eu ouvia 5 seconds of summer, fergie, ver a titia Alicia Keys e um montão de gente boa que vai tocar lá.  Eu não vou, mas nada me impede de montar uma playlist para compartilhar com quem vai ver de pertinho e quem vai ficar igual a mim, assistindo de casa e se lamentando por não poder ir.
Selecionei três músicas de cada atração do palco mundo, com algumas exceções que não consegui escolher apenas três, algumas músicas bem óbvias e outras nem tão óbvias assim. Aproveitei para relembrar algumas músicas que eu nem lembrava mais e para conhecer novas. Ouvi Def Leppard, Incubus, Tears For Fears e The Offspring pela primeira vez para montar a playlist e como criança que adora uma coisa nova, meus olhinhos brilharam. Acabei selecionando apenas uma de cada uma que conheci agora, até porque tenho todo um ritual de apreciação. Hahaha!
Esta é, sem dúvidas, a maior playlist que eu já montei! Tá todo mundo junto e misturado por aqui, a playlist vai de Lady gaga a Capital Inicial. Então aperta o play e vem se divertir com a gente! <3


Espero que tenham gostado! Xoxo <3


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#31 | Como escrever melhor!

agosto 31, 2017
Foto: Reprodução/Unsplash

Hoje é 31, último dia do mês e sabe o que isso significa? Sobrevivi ao BEDA e eu não poderia estar mais feliz. \o/ Durante todo esse mês, eu consegui crescer muito, com os temas, como pessoa e meu coração se encheu ainda mais de amor. Pude refletir sobre as coisas que tenho feito, em vários posts e isso é gratificante. Sou imensamente grata a quem esteve comigo durante o mês inteiro e quero dizer que em 2018 tem mais. <3


O último tema do BEDA do Blogs Up é: Como escrever melhor!


Desde pequena eu sabia que queria trabalhar escrevendo, ainda não tinha escolhido qual ao certo a profissão, sabe como criança é né? Já quis ser escritora, colunista de revista, ter um blog na internet, ser jornalista e várias outras coisas. Os anos se passaram e aqui estou eu, estudando jornalismo e com um blog na internet.


Ao longo desses anos, criei vários hábitos que me ajudam muito a escrever melhor e me livrar dos bloqueios criativos que insistem em grudar em minha mente. Aproveitei o tempo para listar e passar para vocês. São dicas que funcionam para mim e espero que funcionem com vocês também! Let’s go?

1. LEIA MUITO


Uma dica básica, mas que ajuda muito. Li em algum lugar que “Pessoas que lêem mais, tem mais facilidade na escrita.” Então leia muito! Livros, revistas, blogs, jornais, o que você quiser, mas leia!


2. ESCREVA TUDO QUE VIER NA MENTE


Essa é a dica que eu mais sigo. Sem pensar muito, sem formar raciocínios, escreva! O que importa é você colocar todas as suas ideias para fora, vomitar tudo, palavras, frases soltas, tudo que vier na mente. Pode parecer sem sentido, mas depois que você estiver com a mente relaxada e for reler vai conseguir escrever um texto de verdade!


3. ESCREVA TODOS OS DIAS


Em qualquer horário, onde estiver, escreva sobre qualquer coisa. Sobre a menina que passou na rua, o casal que está sentado na praça, sobre seu gato ou sobre o seu dia. O hábito de escrever sempre, ajuda.


4. TODO MUNDO TEM BLOQUEIO CRIATIVO, ACEITE!

Se tinha uma coisa que me deixava irritada ~ainda deixa~ é o tal do bloqueio. Tive que aceitar que todo mundo tem bloqueio para poder sair dele. Quando estou bloqueada leio textos de outras pessoas, visito blogs, ouço música, assisto um filme, deixo a cabeça esfriar. Não adianta forçar muito. Depois que tiver com a cabeça mais leve, siga a dica de número 2.


5. RELEIA QUANTAS VEZES PRECISAR

Eu reviso meus escritos várias vezes e não conformada ainda peço ajuda. Não exite em ler quantas vezes precisar e nem em pedir ajuda.


Espero que tenham gostado do post e de acompanhar o BEDA! Ano que vem tem mais e os posts semanais voltaram logo.

Gratidão!
Xoxo <3



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#30 | A pele em que habito

agosto 30, 2017

Sou uma pessoa em construção,
minha pele é frágil, assim como meu coração.
Estou em constante construção.
Sou feita de pedaços,
partes que não conseguem se juntar.
Um emaranhado de confusões e de pensamentos aleatórios.
Eu sinto tudo demais!
Sou impulsiva, esquentada,
às vezes perco a cabeça com besteiras.
Tem dias que estou cheia até a borda
e tem os dias que basta uma única gota para eu me afogar.
Tem dias que sinto vontade de me esconder por um tempo,
de tudo e de todos.
Desligar a dor e apagar as memórias ruins
Há dias em que me perco,
dentro de mim.
o rosto refletido no espelho
não mostra quem sou
sou mais, sou muitas,
em uma só.
Sou várias versões de mim mesma,
estou sempre me reinventando.
mas sou cheia de cicatrizes,
externas e internas,
até a alma.
E se me perguntar qual a pele em que habito
certamente responderei:
A pele em que habito é cheia de marcas,
mas você não consegue ver.



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#29 | Meu cabelo, minha identidade!

agosto 29, 2017
Pelas lentes de Dalila Brito
Quase todo dia é a mesma coisa, a mesma história! Alguém sempre tem algo para falar em relação ao meu cabelo, seja um elogio, uma crítica, ou uma crítica disfarçada de elogio. Para quem não passa pela mesma situação parece simples, mas acredite, não é! E o tema de hoje é o momento para falar sobre isso: Meu cabelo, minha identidade!

Cabelo para mim não é só estética, não é só aparência, tem muito a ver aceitação, auto-estima e identidade! Eu cresci sendo “educada” que cabelo crespo/cacheado era quase uma “anomalia”, não era legal, não era bonito.  Quando era criança, passava um bom tempo sentada para que minha mãe ou minhas irmãs fizessem tranças no meu cabelo. Eu não gostava tanto de tranças, mas as aceitava. Cresci um pouco e cheguei ao estágio “alisamento”, achando que iria melhorar. A televisão jogava aqueles cabelos lisos na minha cara e meio que dizia que para ser bonita tinha que alisar e minha mãe nem exitou quando eu pedi. “Era mais fácil para arrumar”, era o que ela dizia. Nunca gostei de fazer chapinha, ou usar qualquer coisa que esquentasse no meu cabelo, então o alisamento realmente era “a melhor opção”. Passei muitos anos usando o mesmo penteado (rabo de cavalo) para ir a escola, para ir a festas e qualquer outro lugar que fosse. Soltar o cabelo? Deus me defenderay! Não me sentia bem, nem mesmo depois de alisar o cabelo. Como era possível?

Depois de tantas tentativas frustradas, a frequência do alisamento foi diminuindo e depois de um certo tempo, eu não fazia mais questão de alisar. Eu passei pela transição sem saber que estava passando por uma. Comecei a ter novas referências, além daquilo que me era mostrado na televisão, nas propagandas. Comecei o processo de entendimento da minha identidade negra e que eu não deveria me envergonhar, ao invés disso deveria me aceitar.

Meu cabelo faz parte de quem sou, é a minha identidade! Eu não preciso ter uma imagem que agrade as pessoas, eu preciso me agradar e é isso que importa. Hoje, depois de toda metamorfose que meu cabelo passou, quando me olho no espelho tenho uma sensação de liberdade. E não tem nada melhor que isso!




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