Inspiração: fotos para fazer na praia (ou piscina)

janeiro 16, 2018
Foto/Reprodução: Unsplash
Natal e ano novo já se foram e o que temos agora são as férias de Janeiro e o carnaval. E nessa época do ano a maioria das pessoas optam por ir à praia. Afinal, é verão, né, mores?
Ah o verão! Confesso que eu não sou muito fã de ir a praia - e nem do verão-, mas com esse calor que faz aqui na Bahia, meus amigos… deixa qualquer um querendo jogar tudo pra cima e correr pra lá. Então se você está aproveitando uma praia agora em janeiro ou vai visitar uma e faz parte do time das pessoas que amam tirar fotos em praias, está no lugar certo.
No post de hoje eu quis compartilhar com vocês as minhas inspirações (todinhas retiradas do pinterest e instagram) de fotos para fazer na praia (ou piscina). Se tem uma coisa que eu busco muito é inspiração em fotos que já existem. Salvo, analiso todas e consigo tirar muitas idéias. É mais como referência mesmo, sabe? E de lá eu extraio o que é mais válido e aplico nas minhas fotos. Então, preparados para arrasar no feed de verão? Prepare o celular ou a câmera, a roupa de banho, veste o seu sorriso e vem!

Então migos, vale lembrar que as fotos são apenas para se inspirar. “ah, mas eu não tenho um corpo do verão pra fazer essas fotos” Sem essa! Não existe corpo de verão, não existe corpo de praia, existe o seu corpo e ele é incrível. Você não precisa ter o corpo igual, nem o cabelo, nem nada de quem está na foto. Use as fotos e coloque a sua identidade nela. dê a sua cara! Use e abuse do seu corpo, de todas as formas possíveis e da forma que você quiser. Não deixe que criem uma imagem do que você deve ser.
Pode acontecer de não dar certo nas primeiras tentativas de fazer as fotos, então apenas seja paciente e tente. Uma hora a foto sai. O segredo é tentar fazer várias fotos, pois alguma vai ficar bem legal :) e esse post acaba aqui, use e abuse das ideias e eh isto!
love u.
xoxo, janeise


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Cinco músicas de artistas brasileiros para encher seu coração de amor!

janeiro 11, 2018
Foto/Reprodução: Unsplah

DRAMA QUEEN IN THE HOUSE! Sim, eu vou fingir naturalidade e colocar esse post aqui como se não tivesse sumido por um bom tempo!

Antes de falar qualquer coisa nesse post, eu queria agradecer por mais um ano que vocês passaram comigo aqui nesse bloguinho. Sou grata por cada pessoinha aí do outro lado da tela, que ta aqui, sempre acompanhando os posts. Em 2017 eu postei bem menos, retribuí visitas bem menos e acho que demorei bem mais pra responder comentários (ainda tenho comentários sem responder). Sorry, e não desistam de mim!
Uma das metas que criei pro blog esse ano é a de trazer mais artistas brasileiros para os posts musicais. Na verdade, essa meta é lá das meninas do Depois dos quinze, mas a esponjinha aqui adorou a ideia e depois de fazer uma checagem nas playlists e concluir que quem predomina nas playlists mensais são os artistas internacionais, decidiu que, assim como o ano novo chegou, a hora de dar uma renovada nas coisas por aqui chegou junto com ele. Então, aqui nesse post é onde tudo começa. Let’ go?
Selecionei algumas músicas que estou ouvindo nesses últimos dias para apresentar a vocês. Talvez, quem sabe, alguém aí já tenha escutado alguma delas! Tomara que sim!  Se não foi o caso, fica aqui o meu convite: ouça cada uma delas com carinho!

♡ das indicações dos migos



Os amigos de vocês também tem bom gosto musical e compartilham com vocês? Porque foi assim que conheci o Tim Bernardes e essa voz que faz carinho na alma. Pra falar a verdade, eu já o conhecia da banda O Terno, mas com toda a lerdeza que tenho dentro do meu ser, não identifiquei de primeira! Essa música faz parte do novo álbum solo, “Recomeçar", que ta repleto de músicas lindas e você pode conferir aqui.



Olha, essa é uma daquelas músicas que assim que termina a gente aplaude e grita: QUE HINO DE MÚSICA! E não é apenas um hino de música, é um hino de voz, de mulher!  Eu não sei explicar com palavras tudo que achei dela. É muita representatividade! A letra traz uma mensagem de aceitação, respeito e empoderamento feminino. Ai gente, ouçam! Gratidão a melhor pessoa do mundo que me apresentou essa belezinha. ❤

♡ das minhas buscas infinitas



Não é novidade pra ninguém que quando estou entediada fico buscando músicas no spotify e youtube né? E nessas buscas acabei descobrindo as músicas do Pedro Salomão. Já conhecia de alguns vídeos com poemas e ficava encantada pela sensibilidade dele a cada vídeo, mas só agora descobri que ele também canta. E meus amigos, as músicas conseguem tocar meu coração, real! Só tenho isso a declarar.



Descobri Benziê em um post no Depois dos quinze ( o mesmo post que me deu a ideia das metas) e agora quero levar pra vida.  A mistura das vozes da Vic e do Du tornam as músicas deliciosas e foi assim que eles conseguiram colocar Casa Amarela entre as 50 virais do Brasil no Spotify.



Sim, eu sempre vou dar um jeitinho de colocar alguma música do Silva no meio das minhas playlists. E escolhi essa por ser uma das minhas favoritas, mas vou aproveitar e indicar também o álbum “Silva canta Marisa”. Que álbum meus amigos, que álbum!

♡ bônus do amô



E eu não poderia deixar de colocar um bônus aqui. Apenas ouçam essa maravilha e sintam o poder dessa mulher! Essa foi mais uma das indicações vinda dos amigos e gente, sério! Que paz que Luedji Luna transmite!
Antes do post acabar queria dizer também que 2017 foi tão bom comigo que me proporcionou a oportunidade de realizar coisas que eu nem imaginava (compartilhei algumas em posts espalhados por aí), encheu a minha vida de pessoinhas maravilhosas e só me resta agradecer. Então pessoinhas, 2018 chegou e ele é todinho nosso, vamos aproveitar!  Esse post termina por aqui, eh isto! Gratidão!

Happy 2018, nenix! Love u
Xoxo, janeise!
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Meu 2017 em música, de acordo com o spotify!

dezembro 10, 2017

Quem é vivo sempre aparece, né mores? Depois de uma eternidade, vários bloqueios criativos, procrastinação e auto sabotagem, aqui estou e trazendo um “resumão” do meu 2017 na música.


Semana passada - levando em consideração que hoje é Domingo, já conta como semana passada, né? – bem em clima de retrospectiva, o Spotify liberou para seus usuários um ranking com as músicas, álbuns e artistas mais ouvidos na plataforma durante o ano. E aproveitaram para dar aquela conferida nas músicas que cada usuário mais curtiu este ano e juntaram em uma playlist intitulada “As mais tocadas no seu 2017”. Você pode conferir a sua na aba “Navegar” na plataforma Spotify.

A gente tem certeza de que o ano está acabando quando essas retrospectivas começam a aparecer, né? E quando ouve a música da Simone te pressionando: “Então é natal e o que você fez?”. Se for levar em consideração o meu flashback no Spotify, o que eu fiz esse ano foi ouvir música. Isso porque essa conta tem apenas cinco meses, imagine se eu tivesse iniciado o ano com ela. Vou deixar essa imagem aqui para vocês entenderem melhor o que estou falando:


De acordo com o Spotify eu ouvi 24.564 minutos, de 2.371 diferentes músicas e 960 artistas. Durante este período explorei 10 gêneros musicais. OPA! O gênero mais escutado foi Pop, Imagine Dragons levou o primeiro lugar dos artistas mais escutados e Love On The Brain da Rihanna foi a música que eu mais ouvi.

Que eu sou movida por música já não é novidade, acho que falo isso em todos os posts sobre músicas que faço por aqui. A música tem um enorme poder de me afundar e resgatar da bad, de tirar o melhor e o pior de mim. E é por isso que faço playlists para tudo! Porque música me faz bem. Vou aproveitar esse momento e disponibilizar meu top 100 de músicas mais ouvidas do ano aqui, enjoy!


Estou bem em falta com as playlists do blog e esse post foi para tentar compensar essas faltas. Espero que tenham gostado!

Love u,
Xoxo, Janeise!






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Sobre bloqueios criativos e a auto sabotagem

dezembro 08, 2017
Foto: Reprodução/ Unsplash

Depois de me revirar do avesso e tentar escrever a todo custo, eis que estou aqui. E no meio de um bloqueio criativo. E não é umas das melhores sensações, se quer saber. As palavras parecem ter sumido da minha mente, os pensamentos todos estão desconectados e a força de vontade quase inexistente. Estou travando uma batalha diariamente contra essa crise que se instalou aqui e não quer mais ir embora.
Talvez eu tenha total culpa por isso, sabe aquela coisa da auto sabotagem? Então! A procrastinação é um dos meu maiores problemas - no meio de muitos outros - e ela só ajuda a piorar em todas as situações. Ao invés de tentar fazer algo para melhorar, prefiro ficar deitada no meu canto com fones de ouvido esperando essa maré ruim passar.
Ultimamente tem sido muito difícil terminar uma série, um filme ou até mesmo terminar de ler um livro. Escrever? Quem dera! Mas não é por falta de esforço. No ínicio achei que era por conta de toda a loucura que é o fim de semestre, que era por causa de todas as tarefas acumuladas, mas as férias chegaram e nada mudou. Tentei me dedicar ao máximo as séries para ver se melhorava, fiz maratonas, mas desistia antes de acabar. E no meio disso tudo só conseguia pensar que mais uma crise se aproximava. Mais umas das várias que tenho!
As férias acabaram e já estão voltando novamente, o ano acabando e eu vou tentar voltar aos poucos. Esse não é nem de longe o meu primeiro bloqueio e com toda certeza não será o último.
Mesmo com todo esse bloqueio, vou tentar voltar aos poucos e não deixar o blog no limbo novamente. Tenham paciência comigo, logo tudo se ajeita!

Love u!
Xoxo, Janeise!


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Estou desfazendo você da minha pele

novembro 05, 2017
Foto: reprodução/tumblr
Segunda-feira, 06 de Abril de 2017. O mês estava apenas começando, enquanto as coisas entre nós estavam ficando cada vez mais complicadas. Eram exatos 10:32 da manhã, quando você me ligou dizendo que precisava conversar e que passaria para me buscar na hora do almoço. Estranhei, mas pensei que tudo se resolveria, mal sabia que ali tudo terminaria. As duas horas que se passaram após sua ligação fizeram com que borboletas invadissem meu estômago e dançassem sem parar, me fazendo ficar mais ansiosa a cada segundo. E quando você chegou e abriu seu coração, senti como se fosse sufocar as borboletas.

Após nossa conversa, voltei para casa chorando e repassando todas as coisas ditas por você. Disse que foi legal me conhecer, mas que foi um grande erro insistimos nesse namoro por tanto tempo. Disse que eu sou um pouco demais para você e que não sabia lidar com toda a minha intensidade. E olha que ironia! Você que dizia amar tudo em mim, desde minhas teimosias, as minhas inseguranças. E naquele momento suas palavras me cortaram como arame farpado. E me doeu porque mesmo você me dilacerando em mil pedaços e me jogando do alto de um penhasco, eu continuava amando você, porque o amor não some assim.

E eu decidi me isolar, desativar minhas redes sociais para não me pegar te stalkeando e nem ouvindo novamente todos os áudios que tinham no meu celular, os quais me recusei a apagar. Mas tudo ao meu redor lembrava você. Você estava presente nas minhas séries favoritas, nas músicas que o rádio insistia em tocar, nas propagandas que passavam entre um vídeo e outro no Youtube e que você adorava quando eu imitava. Seu cheiro estava impregnado no meu travesseiro e em cada canto dessa casa e na minha mente. E eu não queria me desfazer de nada, no fundo tinha esperança de que você apareceria aqui na minha porta, dizendo que tudo não passou de uma brincadeira ruim.

Quinta-feira, 15 de Junho de 2017. As coisas estavam um pouco melhores e você me ligou no meio da noite como quem não queria nada, para dizer que estava com saudade e atiçar todos os meus demônios. Fazendo todos os sentimentos virem à tona. Não resisti e caí nas suas graças, sorri. Quando dei por mim já estava sentada no banco do carona do seu carro em frente aquela pracinha que sempre íamos quando queríamos conversar. Mas dessa vez foi diferente, você estava calado demais e o silêncio gritava em minha mente. Você bem sabia em como o silêncio me incomodava. Nós dois estávamos ali, sentados, numa rua deserta, em silêncio, e o nosso amor era apenas um fantasma. Você só queria arruinar minha mente antes de colocar um ponto final em tudo.

Você não pode sumir e depois voltar como se tudo estivesse bem, se para você eu parecia estar bem, que ótimo. Se você não se arrependeu das palavras ditas não venha me procurar porque quer manter um bom relacionamento entre nós. Seu tempo acabou, amor! Estou pulando fora. Eu decidi partir! No fundo eu já sabia, você já tinha ido embora há muito tempo, muito antes de mim. Mas houve esse tempo em que me mantive presa a qualquer vestígio reminiscente. Em que mantive você fixo aqui dentro. Do meu coração, pensamentos e esperanças. Mas uma hora a gente tem que engolir as decepções e seguir o baile. Se eu era um fardo para você, melhor recuar, tirar meu time de campo e deixar o jogo seguir. Eu irei buscar minhas coisas na sua casa e sair de vez da sua vida, mas não agora, ainda não tenho forças o suficiente para entrar lá e ser bombardeada com as lembranças de tudo que vivemos.

Sábado, 24 de Setembro de 2017. Ainda sinto você aqui de vez em quando. Como um viciado em heroína que está em abstinência,  mas vou arrumar uma forma de ficar sem você. Eu tomei algumas doses de amor próprio e descobri que eu me importo comigo mesma na mesma intensidade que me preocupava contigo. E não há melhor maneira de me curar do que amando a mim mesma. Tropecei muitas vezes em mim, nas minhas inseguranças e em meus medos, mas foi assim que descobri que eu posso ser tempestade, mas também sei ser calmaria e me recuso a deixar o caos tomar conta de mim.

Você cometeu o erro de dançar na minha tempestade e eu errei em escolher você para ser meu par. Alguém que não tinha o mínimo de preparo suficiente para aguentar minhas crises. Mas pode ir, estou desfazendo você da minha pele, te deixo livre para fazer novas escolhas e encontrar um novo amor. Quero que você se encontre, antes de encontra - lo. Não esquece de dizer para ela que você odeia praia e é alérgico a frutos do mar. E nem repita os erros que você cometeu em outros relacionamentos. Mesmo você indo antes de mim não guardo rancor e não me arrependo de ter compartilhado momentos da minha vida contigo.

Não sei em que momento nos perdemos um do outro, mas quero que a gente se reencontre, mesmo que seja no peito de outra pessoa.






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O dia que me “curei” da síndrome do feed do Instagram organizado!

outubro 12, 2017
by: Drama Queen
Semana passada parei para analisar meu Instagram e reparei que as publicações estavam ficando menos frequentes e como eu estava obcecada com essa coisa de combinar as fotos. Feed organizado que chama, né? As postagens estavam menos frequentes, porque eu necessitava de fotos que se encaixavam com a outra e não deixasse o feed feio. Aaa e quer saber? Cansei de tudo isso!
Lembro que logo quando criei o instagram tinha umas fotos bem zoadas e várias selfies e não me importava com nada. Depois veio a vontade de ganhar seguidores e o desespero para ter um feed mais apresentável. Continuava só com selfies, mas na minha cabeça tava tudo lindo.
Um tempinho depois fiquei com vontade de mostrar minhas fotografias, mas tinha vergonha e quando comecei a me dedicar a postar minhas fotos, comecei a ganhar seguidores novos e que gostavam das minhas fotos. Me dediquei a postar, porque sabia que gostavam e nada me deixava mais feliz que quando algo que eu estava fazendo tinha resultados. Não organizava, apenas postava as fotos que queria e tudo estava ótimo.
Um belo dia surgiu a coisa de organizar o feed. Inúmeros posts ensinando e lá vai. Eu quis entrar na “onda” e comecei a montar um padrão. Não lembro bem quando essa coisa toda começou, quando vi estava sendo bombardeada com posts ensinando a organizar o feed, indicando aplicativos de organização e edição. Menina, os feeds estavam todos ficando com a mesma cara e eu queria também! Inclusive eu fiz até um post “dicas para organizar o feed” e olha que meu feed não era nada organizado.

De um tempo para cá comecei a ficar insatisfeita, as coisas fugiram do meu controle e eu me privei de postar várias fotos porque elas não se “encaixavam no padrão” que eu mesma criei. Isso influenciou até nas minhas fotografias, eu tirava as fotos pensando no feed e as minhas favoritas nunca iam para lá, porque não se “encaixavam”. Postar fotos minhas sem intercalar com fotos de paisagens ou objetos? NEVER! Não estava me sentindo feliz com meu próprio Instagram e vi que tava na hora de mudar.
Se não está me satisfazendo não vejo problemas em mudar. Vou começar aos poucos e voltar ao que era antes. Sem padrões, sem pressões, postar porque achei a foto bonita, porque ela merece estar lá e não porque combina com a foto anterior e com a que vou postar na sequência. Que fique uma bagunça comparado a vários outros feeds, mas é essa bagunça que mostra quem eu sou e não tem melhor, né?
Sempre vejo alguns @’s reclamando que não aguentam mais ver fotos de outros @’s e que essa coisa de organizar feed é coisa fútil. Menina, a mão de responder chega treme, mas isso é assunto para outro post. Hoje era só um desabafo! Eu acho bonito ter um feed arrumadinho, combinadinho, não vejo problemas em quem faz isso, admiro quem consegue seguir sem se perder, mas não é para mim! Sou desorganizada demais e ansiosa demais para guardar foto para postar depois, gosto de compartilhar logo. Mas a reflexão que eu quero deixar é: Não se limite para se encaixar nos padrões!

Adoro seguir feed com organização impecável e feeds “sem padrões” também, deixa o teu aí para eu ver e quem quiser me seguir lá é @janeisesantos! Xoxo <3
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Transição capilar: Identidade, aceitação e empoderamento.

setembro 21, 2017
Pelas lentes de @dalila_brito
Em várias partes do mundo, o estilo de cabelo afro sofre com a não aceitação. Durante muito tempo e até os dias atuais, os fios crespos e cacheados são enquadrados em estereótipos preconceituosos e racistas, que os caracterizam como “ruins”. Para se encaixar no modelo valorizado muitas pessoas submetem seus cabelos a procedimentos químicos, alisamentos com chapinha ou escova.
Na contramão desse processo, a transição capilar tem sido um resgate de identidade e empoderamento de quem começou a alisar o cabelo desde criança. Esse processo inclui a quebra dos padrões impostos pela sociedade e é muito mais que estética, representa aceitação, um resgate da identidade e o aumento da autoestima dessas pessoas.
Eu cresci sendo “educada” que cabelo crespo/cacheado era quase uma “anomalia”, não era legal, não era bonito. Ainda criança passei pelo processo de alisamento e depois de muitos anos passei pela chamada “transição capilar” sem saber que estava passando por isso. Contei um pouco no post: Meu cabelo, minha identidade!
Conversei com algumas meninas que também passaram pelo processo e decidi compartilhar com vocês.
Shagaly Ferreira (foto: @janeisesantos)

Shagaly Ferreira começou o processo de alisamento aos 12 anos: “Eu era uma criança e queria apenas poder deixar os cabelos soltos, mas havia uma discriminação enorme com meu tipo de fio. A única maneira de deixá - lo solto e evitar o preconceito das pessoas era alisando os cabelos”, relata Shagaly, que já concluiu o processo de transição.

A aceitação dos cabelos cacheados e crespos é um tema que vem sendo bastante discutido e está obtendo resultados positivos. Um deles é a transição capilar. Nesse processo, a pessoa decide parar com os procedimentos químicos e opta por assumir seu cabelo natural, que geralmente é um cabelo crespo e/ou cacheado. O período de transição varia, podendo demorar meses ou anos. Algumas mulheres recorrem ao BC (big chop ou grande corte) e cortam toda parte alisada de uma vez, mas também é possível  cortar aos poucos.
Jamile Alves (via Instagram)

“Eu quis cortar o mal pela raiz, cortei de vez para me sentir  livre daquelas duas texturas de cabelo o mais rápido possível, mas minha amiga que me incentivou na transição cortou aos poucos. A transição é um momento muito marcante para quem passa, é um momento de redescoberta e isso é individual e intransferível”, conta Jamile Alves, leitora do blog, que iniciou sua transição capilar há 2 anos. Ela diz que começou alisar o cabelo aos 8 anos e que viu no alisamento uma forma de se livrar dos penteados que a mãe fazia.
Vanessa dos Santos (via Facebook)

Vanessa dos Santos, leitora e colaboradora do blog, conta que já sofreu preconceito de outras meninas que também tem o cabelo cacheado/crespo, mas não aceitava o seu tipo de cabelo: “Dentro dos crespos, cacheados, também tem o "padrãozinho" de cabelo, o que é contraditório já que o movimento de aceitação veio para que o padrão o qual estava dado não mais nos acorrentasse. No entanto, dentro do meu convívio a um tipo de cabelo que é mais aceito que outro.
Já ouvi várias vezes que eu teria que fazer um tratamento para soltar os cachos, para diminuí o volume”.

Eu também já passei e ainda passo por isso. Sempre vem alguém desnecessário comentar sobre o meu cabelo ter mais de um tipo de cacho ou quando faço fitagem sempre ouço um: Teu cabelo fica mais bonito definido. Usa assim sempre! Hello, o cabelo é de quem mesmo? Parem, apenas parem!
Adailane Souza (foto: @janeisesantos)

Adailane Souza assumiu o cabelo natural há 3 meses, após a retirada das tranças sintéticas. Ela conta que buscou inspiração em grupos nas redes sociais e percebeu que o cabelo não precisava ser liso para ser bonito. “O primeiro passo é se aceitar, aceitar sua identidade. Depois ter paciência, pois o processo não é fácil. Você tem que se olhar no espelho e se achar linda e a partir daí você vai se reconhecer e aprender a amar seu cabelo”, essa é a dica que ela dá para quem pensar em iniciar a transição, mas ainda está insegura.

Hoje em dia, em todos os lugares é possível encontrar mulheres e homens que estão passando ou já concluíram a transição capilar. E é lindo de ver! Assumir o cabelo natural não é só questão de estética, é também um símbolo de luta, de resistência. Crescemos dentro de um padrão social que nos ensina a odiar nossos traços e assumir nossas raízes tem um significado enorme, o resgate da identidade! Cabelo crespo/cacheado é amô. Não esqueçam disso!

Obrigada as meninas que me ajudaram a montar esse post e obrigada quem leu até aqui. Gratidão!

Xoxo,  Janeise! ❤
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